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Série 'Adolescência' aborda bullying e dilemas dos jovens hoje

Canguru News

Advogado fala das implicações legais de crimes cometidos por menores

3 min de leitura

25 de março de 2025

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Série 'Adolescência' aborda bullying e dilemas dos jovens hoje

Jamie Miller (Owen Cooper) é um garoto de 13 anos acusado de assassinato após a morte de colega de escola

Uma das séries mais comentadas dos últimos tempos, “Adolescência”, disponível na Netflix, tem despertado discussões sobre bullying, violência juvenil e os limites da responsabilidade legal de pais e instituições de ensino. A trama acompanha Jamie, um adolescente acusado de um crime brutal contra uma colega de escola, explorando os impactos sociais e psicológicos do bullying.

 

A falta de intervenção transforma a escola em um ambiente onde o sofrimento se torna comum e os problemas dos alunos são ignorados até que ficam difíceis de serem contornados. Por meio de cenas que mostram os conflitos emocionais e sociais enfrentados pelos jovens, o espectador se vê envolvido nos dilemas da juventude contemporânea. Feitos em planos-sequência, que favorecem o clima de tensão e nervosismo, os quatro episódios da minissérie abordam temáticas como parentalidade, ódio online e machismo e levam à reflexão quanto à motivação do crime.

 

No Brasil, algumas leis estabelecem diretrizes para o combate à intimidação sistemática, tornando obrigatória a adoção de medidas preventivas pelas escolas. A negligência no enfrentamento do problema pode gerar responsabilidade civil para as instituições de ensino. Além disso, o Código Civil prevê que pais ou responsáveis legais respondam por atos ilícitos cometidos por seus filhos menores, explica o advogado Francisco Gomes Jr., presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor.

 

Ele destaca que a prática de bullying é crime no Brasil desde o início de 2024, quando a Lei nº 14.811/24 estabeleceu multas e detenção para tal conduta. “O bullying praticado em ambiente escolar é de maior gravidade, causando aumento de até 50% na pena. Menores de 18 anos não respondem criminalmente, mas estão sujeitos a medidas socioeducativas como internação ou prestação de serviços para a comunidade. Além disso, as famílias podem ser acionadas civilmente se o menor cometeu bullying e serão obrigados a indenizar prejuízos materiais e morais para a vítima”, explica.

 

A série tem despertado reflexões sobre a influência das redes sociais e subculturas digitais na radicalização de jovens, levantando questionamentos sobre o acesso de adolescentes a redes sociais e a necessidade de políticas públicas eficazes para a prevenção do bullying e da violência nas escolas.

 

A Austrália, por exemplo, já aprovou lei proibindo menores de 16 anos de acessarem redes sociais e países europeus estudam medidas semelhantes. “Não podemos ser omissos em permitir o livre acesso a adolescentes ainda em formação, sob o risco de não controlarmos reações comportamentais que tais meios geram, como mostra a série”, conclui o advogado.

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