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3 livros para falar de política e democracia com as crianças
Canguru News
Com histórias que falam de voto, poder, liberdade e participação, a literatura pode ajudar os pequenos a entender conceitos importantes

Os livros infantis funcionam como uma ferramenta que pode ajudar a apresentar conceitos como eleição e poder
As eleições são uma oportunidade para as crianças começarem a entender que política não está apenas nos debates entre adultos ou nas urnas. Ela também aparece em situações bem próximas do cotidiano: quando um grupo precisa tomar uma decisão, quando alguém é escolhido para representar os demais ou quando é preciso combinar regras que valem para todos.
Falar sobre política com os filhos não significa apresentar candidatos, defender partidos ou transformar a casa em um palanque. Antes disso, significa ajudar a criança a compreender como as decisões que afetam a vida de muitas pessoas são tomadas.
E não, você não precisa esperar que seu filho tenha idade para votar para conversar sobre democracia. Os livros infantis, por exemplo, funcionam como uma ferramenta que pode ajudar a apresentar conceitos como eleição, poder, liberdade de expressão, direitos e participação, além de abrir espaço para perguntas e conversas em família.
Não sabe por onde começar? Aqui, três títulos que abordam esses assuntos de maneiras diferentes — alguns de forma direta, outros por meio de histórias e personagens que ajudam a criança a refletir sobre quem manda, quem participa e o que acontece quando alguém concentra todo o poder.
1. A Eleição dos Bichos, de André Rodrigues, Larissa Ribeiro, Paula Desgualdo e Pedro Markun
O que acontece quando os moradores de uma floresta se cansam dos abusos de quem está no poder? No livro, os bichos decidem realizar uma eleição para escolher um novo soberano. A partir daí, a história apresenta, de maneira divertida, questões relacionadas a eleições, candidatos, poder, interesses e escolhas coletivas. É uma boa porta de entrada para conversar com crianças menores sobre o significado de escolher alguém para representar um grupo. A história também permite discutir que uma eleição não termina no momento do voto: é importante conhecer as propostas e observar como quem foi escolhido exerce o poder.
Depois da leitura, vale perguntar: “Se você pudesse escolher alguém para resolver um problema da escola ou do seu bairro, o que essa pessoa deveria fazer?”
2. A Democracia Pode Ser Assim, de Equipo Plantel
Aqui, a democracia é explicada de maneira mais direta, mas sem abandonar o universo infantil. O livro usa situações como a hora do recreio e os jogos, em que é preciso tomar decisões coletivamente e seguir regras, para apresentar conceitos de cidadania. A obra aborda temas como eleições, partidos políticos, voto, direitos humanos, liberdade e a importância da informação. No final, ainda traz textos informativos e perguntas que ajudam a continuar a conversa depois da leitura. Para os pais, é uma oportunidade de explicar que democracia não significa simplesmente “a maioria ganhou”. Também envolve regras, direitos, participação e respeito às pessoas que pensam de maneira diferente.
Depois da leitura, vale perguntar: “O que você acha que precisa acontecer para uma decisão ser justa para todo mundo?”
3. O Reizinho Mandão, de Ruth Rocha
Um clássico da literatura infantil brasileira, que também pode render uma ótima conversa sobre democracia. Na história, o reizinho é tão autoritário que vive mandando todo mundo calar a boca. Com medo, as pessoas obedecem — até que acabam esquecendo como falar. Por trás da narrativa divertida, Ruth Rocha aborda temas como poder, democracia e liberdade. A própria autora apresenta o livro como uma história que trata desses assuntos, relacionados à realidade brasileira. É uma escolha especialmente interessante para mostrar às crianças que democracia não é apenas votar. Poder falar, discordar, ser ouvido e participar das decisões também são partes importantes de uma sociedade democrática.
Depois da leitura, vale perguntar: “Como seria viver em um lugar onde ninguém pudesse discordar de quem manda?”



