Para Educadores
5 regras de segurança que você precisa ensinar às crianças (sem assustá-las)
Canguru News
Ter uma palavra-código da família e saber como pedir ajuda são atitudes simples que podem fazer diferença em situações de emergência

Em vez de transmitir a ideia de que "o mundo é perigoso", o ideal é conversar de forma tranquila e clara
Ninguém gosta de imaginar as piores situações, como uma criança perdida no shopping, abordada por um desconhecido ou desaparecida. Mas diante da realidade que se escancara todos os dias, em qualquer noticiário, ensinar algumas estratégias de segurança faz parte da prevenção e da educação das crianças. Sim, assim como a gente ensina a atravessar a rua ou usar o cinto de segurança, é importante orientar para evitar situações perigosas.
O segredo é falar sobre o assunto sem criar medo. Em vez de transmitir a ideia de que "o mundo é perigoso", que também pode causar ansiedade, o ideal é conversar de forma tranquila e clara, para ensinar habilidades que ajudam a criança a agir caso aconteça um imprevisto, como forma de proteção mesmo.
Aqui, cinco regras simples que podem ser combinadas em família:
1. Tenha sempre uma foto recente do seu filho
Pode parecer um detalhe, mas manter uma foto atualizada da criança no celular pode ser muito útil em uma emergência. Se a criança se perder, uma imagem recente facilita a divulgação de suas características físicas e da roupa que está usando naquele dia. Uma dica é fazer uma foto rápida antes de sair para passeios, viagens ou eventos com grande circulação de pessoas.
1. Crie uma palavra-código da família
Essa é uma das estratégias mais conhecidas entre especialistas em prevenção. Funciona assim: a família escolhe uma palavra secreta que só pais, responsáveis e a criança conhecem. Se algum dia outra pessoa disser algo como: "Sua mãe pediu para eu buscar você”, a criança deve perguntar qual é a palavra-código. Se a pessoa não souber responder, ela não deve acompanhá-la. É uma maneira simples de evitar que alguém use o nome dos pais para ganhar a confiança da criança.
2. Crianças pequenas não devem ir sozinhas ao banheiro em locais públicos
Em shoppings, aeroportos, parques, eventos e restaurantes movimentados, o ideal é que crianças pequenas sejam sempre acompanhadas por um adulto ao banheiro. Além de evitar que elas se percam, essa medida reduz situações de vulnerabilidade em um ambiente onde normalmente há menos supervisão da família. Conforme a criança cresce, os pais podem avaliar quando ela já tem autonomia para entrar sozinha, sempre considerando a idade e o contexto.
3. Ensine como pedir ajuda da forma certa
Se a criança se perder ou alguém tentar levá-la contra a vontade, ela precisa saber que deve chamar atenção imediatamente. Uma orientação útil é ensinar frases específicas, como:
● "Eu não conheço essa pessoa!"
● "Essa não é a minha mãe!"
● "Esse não é o meu pai!"
Essas frases costumam despertar uma reação mais rápida dos adultos ao redor do que um simples pedido de socorro, porque deixam claro que existe uma situação de risco. Também vale ensinar que correr em direção a outros adultos e fazer barulho é uma atitude correta nesses momentos.
4. Ao chegar a um lugar novo, mostre onde pedir ajuda
Quando forem a um shopping, aeroporto, parque de diversões ou evento grande, reserve alguns segundos para observar o ambiente com a criança. Mostre onde ficam:
● as entradas e saídas;
● o balcão de informações;
● os seguranças;
● os funcionários identificados.
Explique que, caso vocês se separem, ela deve permanecer naquele local e pedir ajuda a um funcionário uniformizado, em vez de sair procurando os pais sozinha.
O mais importante: conversar sem assustar
É fundamental que as conversas aconteçam sem alarmismo, de forma tranquila. Em vez de dizer que "alguém pode sequestrar você", prefira explicar que existem regras de segurança para situações inesperadas, assim como existem regras para andar de bicicleta ou atravessar a rua.
Quando a criança entende o que fazer — e sabe que pode confiar nos pais para conversar sobre qualquer situação que a deixe desconfortável — ela se sente mais segura, não mais assustada.
O objetivo não é criar medo, mas preparar a criança para agir com calma caso um dia precise. Prevenção também é uma forma de cuidado!



