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Calor extremo exige cuidado redobrado com a saúde das crianças

Canguru News

Especialistas alertam: crianças sofrem mais com altas temperaturas e precisam de cuidado extra

3 min de leitura

28 de janeiro de 2026

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Calor extremo exige cuidado redobrado com a saúde das crianças

Especialistas alertam que ondas de calor tendem a se tornar mais comuns com as mudanças climáticas

Ondas de calor, cada vez mais frequentes, são desconfortáveis. Porém, no caso de bebês e crianças pequenas, os prejuízos podem ser mais sérios. O calor extremo é capaz de afetar diretamente a saúde dos pequenos.

 

Um dos grupos mais vulneráveis ao calor excessivo, as crianças têm maior risco de desidratação, exaustão térmica e insolação em dias muito quentes. Os sintomas podem surgir rapidamente.

 

Por que o calor pesa mais para as crianças?

O organismo infantil aquece mais rápido e perde calor com mais dificuldade. Além disso, os bebês não conseguem comunicar que estão com sede; crianças pequenas se distraem e bebem menos líquidos e o sistema de regulação térmica ainda está imaturo.

 

Pesquisas de universidades brasileiras, como a Universidade de São Paulo, mostram que períodos de calor intenso estão associados ao aumento de atendimentos pediátricos por desidratação, mal-estar, infecções gastrointestinais e queda de pressão.

 

Fique atento aos sinais de alerta

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), é importante que os pais e responsáveis fiquem atentos e busquem ajuda médica se a criança apresentar sintomas como:

●     Boca seca e diminuição do xixi

●     Sonolência excessiva ou irritabilidade fora do padrão

●     Pele muito quente e avermelhada

●     Dor de cabeça, tontura, náuseas ou vômitos

●     Febre sem sinais claros de infecção

●     Em bebês, sinais como choro sem lágrimas, moleira afundada e dificuldade para mamar merecem atenção imediata.

 

Ajustes na rotina

A programação dos dias deve ser organizada para evitar exposição direta ao sol nos horários críticos, entre 10h e 16. Priorizar ambientes ventilados e adaptar horários de passeio e brincadeiras para o início da manhã ou fim da tarde são recomendações do Ministério da Saúde, sobretudo nos dias intensos de verão.

 

A alimentação também precisa de atenção. Lembre-se de oferecer água várias vezes ao dia (sem esperar a criança pedir), dê preferência a frutas ricas em água, como melancia, melão e laranja e aposte em refeições mais leves. Bebês em aleitamento materno devem mamar com mais frequência. Mas não se esqueça: bebês com menos de 6 meses não precisam de água, exceto em caso de orientação médica.

 

Ventilador e ar-condicionado: usar ou evitar?

Podem ser usados, sim, com alguns cuidados. A SBP recomenda:

●     evitar vento direto sobre a criança,

●     manter o ambiente limpo e arejado,

●     não exagerar na diferença de temperatura para evitar choque térmico.

 

Ambientes excessivamente frios também podem causar desconforto respiratório.

 

Especialistas alertam que ondas de calor tendem a se tornar mais comuns com as mudanças climáticas. Por isso, adaptar a rotina das crianças em dias muito quentes não é exagero. Em fins de semana como este, a regra é simples e eficaz: menos sol, mais água, rotina mais leve e atenção aos sinais do corpo.

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